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Enquanto as
empresas não se consciencializarem de que quanto mais valorizarem os
profissionais stressados, que muitas vezes estão em processo de
desequilíbro, mesmo que extremamente produtivos por um breve período,
maior será o prejuízo para todos. Inúmeras vezes essas instituições
aplicam políticas de incentivo que tornam o ambiente ainda mais hostil.
Inicialmente o resultado pode parecer promissor, mas se a política não
for aplicada adequadamente, com o tempo um colega estará quase a devorar
o outro, em função de um possível prémio, em forma de dinheiro, acções
ou viagens.
O stresse merece uma atenção mais especial, pois se prejudica a saúde do
funcionário, lesando a sua produtividade, prejudica também os bolsos das
empresas, a
International Labor Organization avalia que o stresse ocupacional
gera às empresas prejuízos de mais de 200 biliões de dólares por ano!
Em 1985, o National Center for Health Statistics anunciou o
resultado de uma pesquisa, na altura apenas 13% dos trabalhadores
afirmavam ter múltiplas doenças ligadas ao stresse, em 1991 já eram 25%.
Mas, felizmente existem bons exemplos no mercado, a Kenecott Cooper é um
deles, ela implementou um programa preventivo contra o stresse e passou
a economizar 75% com doenças ligadas ao stresse, além da diminuição de
erros nas decisões importantes e acidentes de trabalho.
Países como o Japão, que já desenvolveram uma acentuada consciência
sobre o problema, atingem maior produtividade e, consequentemente,
lucros.
Lígia Guerra
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