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A Pessoa como Centro

Revista de Estudos Rogerianos

 

 

Nº 1

Primavera – Maio 1998

 
 
 

Índice

Editorial Odete Nunes

João Hipólito

Excerto do Discurso de Abertura na IV Conferência Internacional de Psicoterapia Centrada no Cliente/Experiencial

John Keith Wood

Abordagem Centrada na Pessoa: Rumo a uma Compreensão das Suas Implicações

Odete Nunes

Psicoterapia de Tempo Limitado numa Perspectiva da Psicoterapia Centrada no Cliente

John Shlien

Empatia em Psicoterapia

Fernando Nogueira Dias

Relação Familiar e Comunicação Autêntica: uma Perspectiva Sistemática (contributos para a Psicoterapia Centrada na Família)

Ana Cristina Pinto

A Experiência do Psicólogo num Centro de Saúde: Uma Abordagem Centrada na Pessoa

Nathaniel Raskin

O Desenvolvimento da Terapia Não-Directiva

Apresentação dos Autores

Notícias de Congressos e Conferências

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  Editorial

Odete Nunes

A "Pessoa Como Centro: Revista de Estudos Rogerianos" foi criada na Internet em Junho de 1997 em versão electrónica. Sendo este o primeiro número em suporte papel parece-me elucidativo fazer referência ao contexto no qual se insere e quais os seus objectivos.

Relativamente ao contexto, a Revista faz parte de um conjunto de projectos da Associação Portuguesa de Psicoterapia Centrada na Pessoa e de Counselling. Esta é uma sociedade científica que pretende aprofundar o modelo psicoterapêutico denominado Terapia Centrada no Cliente, o estudo e implementação do Counselling e, ainda alargar o seu campo de acção a diferentes áreas de intervenção relacional, através do estudo e desenvolvimento de uma abordagem da Pessoa numa perspectiva rogeriana. A sua actividade está, assim, programada de forma a abranger a formação nas suas vertentes teórica e prática, a investigação e ainda a prestação de um apoio à Comunidade através de um serviço de intervenção psicoterapêutico.

A Revista aparece como um meio de comunicação entre os associados e também como meio de projecção da Associação, pretendendo-se possibilitar a troca de saberes rogerianos bem como fomentar o sentido crítico, elemento motivador e fundamental para o avanço da investigação e consequente sedimentação do modelo terapêutico e ainda actualizar o conhecimento no domínio da psicoterapia e do counselling.

Neste primeiro número são publicados artigos de autores portugueses e estrangeiros tentando-se reunir um conjunto de temáticas diversificadas tais como: a implementação do movimento rogeriano em Portugal (João Hipólito); as características específicas do modelo desenvolvido por Carl Rogers e que definem o tipo de intervenção quer em psicoterapia quer em counselling (John Wood, John Shlien, Nat Raskin, Odete Nunes); a abordagem centrada na pessoa como uma forma particular de entrar em relação com o outro (Ana Cristina, Fernando Nogueira Dias).

Contudo, pensamos dedicar mais especificamente o segundo número da Revista à área de Counselling.

Comummente, quando se inicia um projecto, a motivação e o entusiasmo estão subjacentes nos seus progenitores. Também nesta equipa, responsável pela criação e desenvolvimento da Revista, estes aspectos estão patentes e têm sido "motor" para ultrapassar as dificuldades surgidas, as quais naturalmente acontecem quando se inicia uma tarefa nova e complexa como esta.

É intenção e desejo da equipa que a Revista possa ser útil a todos os membros da Associação Portuguesa de Psicoterapia Centrada na Pessoa e de Counselling; pretendemos, por outro lado, que ela seja um meio de divulgação da teoria e da prática rogeriana e, neste sentido, contamos com o contributo de todos os associados. Está previsto publicar dois números por ano com uma periodicidade semestral.

E, por último, em nome da equipa é com enorme satisfação que agradeço a todas as pessoas que colaboraram connosco dando o seu contributo a vários níveis ao ajudarem-nos a lançar este primeiro número.

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  EXCERTO DO DISCURSO DE ABERTURA

NA IV CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE PSICOTERAPIA CENTRADA NO CLIENTE/EXPERIENCIAL

João Hipólito

Resumo: É feita uma nota introdutória sobre o consenso relativamente ao local onde se irá realizar a próxima conferência e qual a importância e o valor simbólico dessa cidade (Chicago) para as pessoas que fazem parte da comunidade Rogeriana.

São referidas também algumas metas históricas sobre a implementação e continuidade do movimento e da Abordagem Centrada na Pessoa em Portugal, sendo referidos alguns dos personagens que para isso contribuíram.

Por último é feito um apelo a toda a comunidade Rogeriana para que encontre uma estratégia de unidade, de coesão, de modo a continuar a defender e aprofundar o modelo de abordagem da pessoa criado por C. Rogers.

Abstract: It includes an introductory note about the consensus concerning the place where the next conference will take place, the importance and the symbolic value of that city (Chicago) for the persons who are members of the Rogers community.

Some historical goals about the undertaking and continuity of the Person Centered Approach movement in Portugal, are also referred as well as some of the people that put it in a way of success.

Finaly we appeal to all the Rogerian community so that a strategy of continuity and cohesion may be found in a way that the Person Centered Approah created by C. Rogers, keeps on being supported and deeply investigated.

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ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

RUMO A UMA COMPREENSÃO DAS SUAS IMPLICAÇÕES

 John Keith Wood

Resumo: A abordagem centrada na pessoa não é um modelo psicológico, uma psicoterapia, uma filosofia, uma escola, um movimento, nem muitas outras coisas frequentemente imaginadas. Ela é meramente o que seu próprio nome sugere, uma abordagem. É uma postura psicológica, um jeito de ser, a partir do qual se pode confrontar vários aspectos do comportamento humano.

A mais conhecida actividade a que ela foi aplicada é a terapia centrada no cliente, que é uma psicoterapia, tem uma teoria, um método e um corpo de pesquisa que de maneira geral apoia as suas asserções teóricas.

Este artigo considera cerca de sessenta anos de aplicações da abordagem centrada na pessoa a qual inclui - além da psicoterapia - a educação, os grupos de encontro e os grandes grupos que se melhorar a compreensão transcultural, explorar conflitos intergrupais, aprender sobre a natureza da cultura e seu processo de formação.

As observações desses últimos trinta anos facilmente revelaram que o modelo psicológico da terapia centrada no cliente tem sido uma teoria apropriada às aplicações da abordagem centrada na pessoa. São dadas instruções para a formulação de uma psicologia apropriada para todas as aplicações - inclusivé da própria terapia centrada no cliente.

Reflexões sobre esta discussão podem também desenvolver a prática da psicoterapia assim como sugerir projectos "interdisciplinares", que estariam naturalmente unidos pelo paradigma proposto.

Abstract: The person-centered approach is not a psychology, a psychotherapy, a philosophy, a school, a movement nor many other things frequently imagined. It is merely what its name suggests, an approach It is a psychological posture, a way of being, from which one may confront various aspects of human behavior.

The best known activity it has been applied to is client-centered therapy, which is a psychotherapy, has a theory, a method and has accumulated a substantial body of research generally supporting its theoretical assertions.

This article considers the some sixty years of applications of the person-centered approach which include - as well as psychotherapy - education, encounter groups, and large groups intended to improve transnational understanding, to explore intergroup conflicts, to learn the nature of culture and its process of formation.

Observations over the last thirty years have revealed shortcomings in the psychology of client-centered therapy as a suitable theory for applications of the person-centered approach - including client-centered therapy itself. A direction is indicated for the formulation of an appropriate psychology for all the applications of the person-centered approach.

Reflection on this discussion might also inform the practice of psychotherapy as well as suggesting "interdisciplinary" projects that would be naturally unified by the paradigm proposed.

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PSICOTERAPIA DE TEMPO LIMITADO

NUMA PERSPECTIVA DA PSICOTERAPIA CENTRADA NO CLIENTE

Odete Nunes

Resumo: No presente trabalho é feita uma breve referência histórica a uma forma específica de intervenção psicoterapêutica, a qual vulgarmente é denominada psicoterapia breve mas que nós designámos de psicoterapia de tempo limitado.

Seguidamente apresentamos as especificidades da terapia de tempo limitado segundo o modelo da Terapia Centrada no Cliente sublinhando o que a demarca de outros modelos teóricos.

Por último, é apresentado um estudo de investigação que incidiu sobre uma psicoterapia de tempo limitado numa perspectiva rogeriana, cujo processo se desenvolveu em 12 sessões. Essencialmente pretendemos avaliar qual a importância do factor tempo neste tipo de intervenção terapêutica e, até que ponto a atitude não-directiva do terapeuta pode facilitar mudanças significativas no cliente.

Abstract: In the present work we make a short historical reference to a specific way of psychotherapy which is commonly named short psychotherapy but rather called by us as time limited psychotherapy.

After that we present some specific aspects time limited psychotherapy according to the client centered therapy model as we stressing what makes it different from the other theoretical models.

Lastly, we present a research case of a 12 sessions time limited psychotherapy under a Rogers perspective. We essentially intend to evaluate the importance of the length of time factor in this type of therapeutical intervention and in what extend the non-directive therapeutist attitude does produce significative changes in the client.

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Empatia em Psicoterapia

 

É um mecanismo vital?

Sim.

É um conceito do terapeuta?

Demasiado frequente.

Suficiente por ele próprio?

Não.

John Shlien

Resumo: Para além de algumas considerações sobre a palavra empatia e do impacto que o seu uso tem, quer nos técnicos quer nas pessoas em geral, é apresentada uma definição do termo. São explicitadas ainda as diferenças entre empatia, simpatia e compreensão empática.

É feito também um levantamento histórico evolutivo da estruturação do conceito de empatia na perspectiva de C. Rogers e de diferenças significativas encontradas entre este autor e Buber.

É ainda apresentado um caso exemplar de compreensão empática.

Abstract: Besides some considerations about emphaty and the strike that its use has been arisen either in the technicias or in the public in general, we present a definition of the concept. We still make explicit the differences among emphaty, symphaty and emphatic understanding.

It's also performed a historical and evolutary survey of the emphaty concept framing, according to C. Rogers; and the significant diffrences between this authors and Buber.

Lastly we present un example case of emphatic comprehension

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RELAÇÃO FAMILIAR E COMUNICAÇÃO AUTÊNTICA:

UMA PERSPECTIVA SISTÉMICA

(contributos para a Psicoterapia centrada na família)

"Podemos portanto dizer que a psicoterapia é uma boa comunicação no interior da pessoa e entre pessoas... Uma boa comunicação, uma comunicação livre, dentro de pessoas é sempre terapêutica"..."Uma terapia que leva o indivíduo a tornar-se mais plenamente e de uma maneira mais profunda ele próprio o conduz igualmente à descoberta de uma maior satisfação nas relações familiares reais que prosseguem os mesmos fins: facilitar em cada membro da família o processo de descobrir-se e de vir a ser ele mesmo".

Carl Rogers ("Tornar-se Pessoa")

Fernando Nogueira Dias

Resumo: O presente trabalho é fruto de uma pesquisa bibliográfica orientada por um sentido de transculturalidade científica, o que levou o autor a fundamentá-lo em obras de áreas tradicionalmente distintas como a Filosofia, a Psicoterapia, a Sociologia e a Antropologia.

Pretende-se evidenciar a importância da comunicação como factor determinante da relação familiar. Como propostas de uma comunicação autêntica para o desenvolvimento pessoal e familiar, são referidas as atitudes básicas de comunicação e os princípios sobre os quais devem assentar as relações interpessoais, segundo Carl Rogers.

Abstract: This project was produced after a bibliographical research based on a sense of scientific transculturalism. The author supported it on works in traditionally distinct areas such as Philosophy, Psychology, Psychotherapy, Sociology and Anthropology.

It's intended to highlight the importance of communication as a decisive factor in familial relationship.

Basic attitudes of communication and principles, upon which interpersonal relationship should be based, according to Carl Rogers, are referred to as a proposition for authentic communication in personal and familial development

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A EXPERIÊNCIA DO PSICÓLOGO

NUM CENTRO DE SAÚDE:

UMA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

Ana Cristina Pinto

Resumo: Inicialmente neste artigo é feita uma reflexão sobre a intervenção do psicólogo no âmbito da psicologia da Saúde.

Posteriormernte é apresentado um caso de relação de ajuda ilustrativo do trabalho desenvolvido por um psicólogo, segundo uma perspectiva da Abordagem Centrada na Pessoa, num meio que, à partida, está direccionado pelo paternalismo do modelo tradicional da medicina.

São referidas as condições relacionais consideradas nodais para que se desenvolva uma relação de ajuda. É ainda sublinhada a importância da elaboração/clarificação/integração do pedido de ajuda da pessoa (cliente), processo que foi designado por alguns de pré-terapia. Refere-se também a dificuldade que o técnico encontra face às expectativas/representações que a pessoa (cliente) tem do papel do psicólogo num Centro de Saúde.

Abstract: This article begins with a reflection on the psychologist's intervention in the Health Psychology branch. After this we present a study-case of the help relationship which illustrates the work developed by a psychologist according to Person Centered Approach perspective in an environment that, from the start, is ruled by the traditional model of the Medecin paternalism.

The basic relationship conditions, so that a help relationship can be developed are also referred.

It's still stressed the importance of the elaboration/clarification/integration of the help asked by the person (client), which process has been named pre-therapy. We also refer the difficulty that the technician has in the presence of the person's (client's) expectations/representations towards the psychologist's role in a Health Center.

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O DESENVOLVIMENTO DA TERAPIA NÃO-DIRECTIVA

Nathaniel J. Raskin

Resumo: Tentou-se fazer um estudo cruzado desenvolvimento da terapia não-directiva,

Freud, dentro de um pressuposto fundamentalmente autoritário, achou necessário respeitar as atitudes do cliente grandemente para haver progresso na terapia.

Rank focou a sua atenção no fenómeno da resistência, e desenvolveu uma teoria da vontade e da dinâmica que sobrepôs completamente ao conteúdo Freudiano como o factor de importância na psicoterapia. Ao mesmo tempo, Rank utilizou métodos directivos, num esforço de imprimir a dinâmica da situação terapêutica no cliente. Taft e Allen continuaram a tradição Rankiana neste país, e publicaram relatos claros do seu método terapêutico.

Rogers deu à filosofia centrada no cliente de Rank uma técnica definitiva e tornou-a mais significativa e completa, pela aceitação dos sentimentos expressos pelo cliente no momento da terapia, e eliminando os aspectos directivos do método Rankiano. A acompanhar este grau de aceitação esteve ainda uma grande concentração no quadro de referência interno do cliente.

Isto levou-o a dar maior ênfase à atitude, em oposição às técnicas não-directivas; a uma valorização da importância do auto-conceito como um factor de integração, a uma maior incidência nos métodos fenomenológicos do estudo da personalidade e à aplicação dos princípios não-directivos a outras áreas das relações humanas.

Abstract: A cross-sectional study of nondirective therapy has been attempted.

Freud, within a fundamentally authoritarian framework, found o«it necessary to respect client attitudes to an increasing degree in order to make progress in therapy.

Rank focused his attention on the phenomenon of resistance, and developed a theory of will and dynamics which completely displaced Freudian content as the factor of importance in psychotherapy. At the same time, Rank utilised directive methods in an effort to impress the dynamics of the therapeutic situation on the client. Taft and Allen have carried on the Rankian tradition in this country, and have published clear accounts of their therapeutic method.

Rogers has given Rank's client-centered philosophy a definitive technique and has made it more meaningful and complete by accepting the client's expressed feelings at the moment in therapy and eliminating directive features of the Rankian method. Accompanying this more complete acceptance has been a greater concentration on the client's internal frame of reference.

This has led to an increased emphasis on a nondirective attitude as opposed to nondirective techniques, to an appreciation of the importance of the self-concept as a factor in adjustment, to a greater stress on phenomenological methods of studying personality, and to the application of nondirective principles to other areas of human relationships.

 
 

 


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